Roteiro

4 de jul. de 2014

Já aviso
A Moça vai morrer no final
Os corações... um arraso
O Jovem, vai ficar mal

Estamos todos avisados
Queira bom homem
Escutar os avisos

Queira boa dama
Escutar o bom homem

De Chá nunca mais
Até o crepúsculo...

Tênue momento alaranjado
Árvore a frente,
Chá enfim, inalterado

No final, sempre no final...
Retenha toda a escuridão.

Começamos novamente,
No inexplicável.
Acharemos todos os perdidos.

Casa dos Vivos

Borbulha sangue em nosso pensamento
Venta, afastando os campos que procuramos
É isto triste?

Pare de murmúrios em meu ser,
Buscamos a cura para a alma.

Vestimos a roupa, novamente. 
Lá vem o alfaiate da morte,
Para cortá-la.

Estamos fora do tempo...
E já estivemos nele?

Como um vagante,
Corre para achar uma cova,
Para descansar.

Ache um lugar úmido,
Velho, com gramas em sua janela.
Assista quando a noite queimar,
Elas murcharem. 

Realmente, não é mais novidade.
Lá vai o defunto viver...
Pior é viver como defunto.

Carta

Compreendemos a dor.
Finalmente aceitamos o véu.
Viveremos sem o amor...
Ele acabou de mandar uma carta,
De suicídio. 

Como é frio estar em baixo da mentira
Mas a verdade congela.
Mande seus anjos para longe.
Deixe-me ver seu demônio.

Ainda enxergo seu gotejo de esperança.
Ainda luta para suspirar?
Não faz sentido,
Não precisamos mais.

Vamos fazer a mala
Coloque toda a sua roupa,
Todo o seu nada,
E a carregue. 

Silêncio

Não corra...
Ele já está a nossa frente,
O nada.

Esta dor está aqui novamente,
Mas ela sempre esteve.
Já nos acostumamos.

Triste, a morte já é rotina
Sempre constante,
E nem ligamos. 

Começarei a implorar,
Não me deixe morrer.
E você será meu nada

Sim, já vimos isso
Mas já estamos acostumados,
Com a morte.

Dança das Sereias

Vamos assistir,
A dança das sereias.
Lá, longe no oceano,
Estamos aqui, na areia. 

Volte, lute, não me escute!
Eu preciso de você, senhorita 
Não me perca de vista.

O inferno nos abraça,
A caída de todos está próxima,
Não se importe com porra nenhuma
Até o céu nos amassa. 

Já estava na hora,
Ela gritava por mim,
Eu escutei o seu choro,
Vamos agora.

Encostei meu pé no oceano,
Devo mergulhar?
Mergulhar? Já estou nele,
Vou afundar.

Ali está a sereia,
Sorrindo para mim. 
Ela conseguiu o que queria,
Estou no começo do fim. 

Decisão

A arma está apontada
Seguramos o mundo,
Antes de apertar o gatilho.

Eu não posso gritar,
A lágrima ardente já virou rotina,
Tudo estagnou!

Quem vai apertá-lo?
Vai me ajudar a puxá-lo? 
Vai tirar da minha mão?

Ajude o sem esperança,
Deitado no canto,
Aparte do mundo.

Hoje lutaremos pela vida.
E outro dia viveremos.
Vamos, o fim está perdido.

Tentamos não afogar,
Mas como é difícil.
A verdade está a frente...
Não abra os olhos.

O Amor morreu,
Homens tentam ressuscitá-lo.
Busca perdida para o Fim.
O Fim não é a felicidade.

Dê-me uma razão para matar,
Dê um sentido para fugir.
Encarar a porra da sua hipocrisia,
Estamos perto do precipício.

Está vendo o trono de ouro a frente?
Eu o fiz.
Estava nele, mas levantei.
Você já saiu do seu?

Tire a faca do meu peito,
A temporada de caça já passou.
Os lobos estão rodeando,
Esta é a vez deles.

Brasa

Digamos que...
Eu conheci o inferno.

Não consigo guardá-lo pra mim,
Mas a brasa não pode ser repassada
A alma já está em pedaços,
Não alcanço o chão para pegá-los.

Olhamos agora para todos os pontos
Não dá para correr,
Não dá para saber,
Não pode chorar.

Rasteja em meu rosto, como sempre.
Sempre, por quê?
Gotejo de dor,
Carrega muita alma.

Escolhemos a escolha,
Sem saber se podemos escolher.