Abraço

22 de abr. de 2014

Estou aquecido,
Em meio ao inferno.

Posso parar de respirar,
Minha vida já voltou.
Curto período, como pensei.

Ah, esse tempo que passa.
Passa que não dá tempo,
De dar outro abraço.

Finalmente estamos presos.
Agora não podemos escolher,
Como sempre.

Quebrarei a parede,
Sairei de mim.

Chá

Chama perpétua,
Sou um fingidor.

Chama traiçoeira.
Estou cansado,
Não há chama que não apaga.

Pois então, não mais a chamo,
Chama jamais,
Por mais, agora é Chá.

Tempo que passa,
Chá nunca apaga.

Demon

Não compreendo.
Como é engraçada,
A morte.

A lareira acende a esperança.
Mas ela não está do nosso lado,
Nunca esteve.

Como a senhora pode me dizer isto?
Como a senhora me deixa viver?
Desisto.

Não pertenço mais a este lugar.
Não fingirei,
Nunca pertenci.

Finalmente compreendi,
A vida.
Não há Caminho.

Quem sabe nos encontramos,
Todos juntos,
Pela primeira vez.

Com uma lareira acesa.
Espero que seja,
A vida.

Rumo à Lua

Senhora, olhe como ela está.
Tanto sofrimento ela presenciou... 
Como ainda brilha?

Escorre sua solidão novamente.
Será que ela nos ouve, senhorita? 
Temos que persegui-la.

Com sofrimento não a alcançamos.
Sem angústia e solidão.
Segure minha mão,
Juntos nós conseguiremos.

Bela, como aguenta?
Observa toda essa dor, calada.
Agora estou compreendendo.

Como sabe...
Confie em nós,
Com garras e cortes, 
Nós chegaremos.

Deixarei a grama esta noite,
E todo seu perfume.
Vou alcançar a lua.

Angel

Linda, eu consigo ver.
Finalmente alcancei...
O paraíso.

Bosques, fina névoa.
Escuridão sem medo.
Finalmente o alcancei.

Guia-me, estou cego.
Mas eu consigo ver,
O paraíso.

Como é escuro!
Sinto o cheiro da grama.
Não quero sair.

Pensei que não iria aparecer.
Mas você veio,
E me levou.

Sombras ainda rodeiam-me.
Mas agora eu estou
No paraíso. 

Caminho

Menina das lamentações
Arranhe meu ombro
Chore e grite seu desespero
Me conte seu passado

Esta lágrima a qual te cai
Me força a fazê-lo
Eu o tocarei
Chega de procura,
Não precisamos achá-la

Chega de escuridão.
Fecharei os olhos.
Não há luz aqui também.
Creio que... você não deve vir. 

Desisto da vida
Ela me escolheu
Chega de esperança
Eu acredito no amor

Chances?
Acho que elas não existem.
Porque eu irei de existir?
Vida? Quem sabe...

Eu

Desculpem-me.
Mas terei que ser eu.
E sendo eu, me perco.

Não serei nada demais;
Apenas eu.
Sim, o nada serei eu.

Poemas... Farsa!
Quem sou eu neles?
Pobre rapaz...

Eu, apenas.
Vai entender...
Serei eu na vida.